Dia Internacional do Teatro na UNG

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No dia Internacional do Teatro, 28 de março, a Cia Adama apresentou para os alunos da Universidade UNG a peça “Mundo Perfeito”, às 20h30, no anfiteatro F da unidade Guarulhos Centro. Os interessados entregaram uma caixa de bombom pela entrada no início do evento. Os chocolates estão sendo arrecadados para o projeto Páscoa Solidária e servirão de doação ao centro social Brasil Vivo de Guarulhos.

Isabelle Pontes do Departamento de Extensão, responsável pela organização do evento, explica que “a UNG traz a peça com o objetivo de entreter os alunos e incentivar a arte e a cultura”.

O espetáculo, escrito pela diretora do grupo Valdirene Ferreira, narra a história de Faruq, um jovem palestino que sofre as consequências da guerra na Faixa de Gaza. Ao longo da peça o personagem questiona se o “Mundo Perfeito”, sem terror e violência, com o qual ele tanto sonha poderia existir.

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Segundo Valdirene Ferreira, a peça traz como tema central a islamofobia com o intuito de quebrar a imagem de terroristas predeterminados pelos conceitos sociais. “É necessário a discussão de temas como este em faculdades, porque o mundo negligencia. Precisamos refletir mais sobre a cultura de paz, os direitos humanos e dar voz a todos os tipos de pessoas, raças e nações”, comenta a diretora.

A Cia Adama surgiu em 2015, a partir do “Teatro na Comunidade”, projeto da prefeitura de Guarulhos responsável por incentivar polos de culturais a ofertarem aulas gratuitas em áreas públicas. A companhia localizava-se no Teatro Adamastor, devido à falta de incentivo o grupo decidiu tornar-se totalmente independente, conforme explica a representante Amanda Santos.

Ela ressalta a importância do teatro e o seu valor. “Costumo dizer que aprendi com a arte a ser cidadã. As pessoas pensam que a gente só foca nas cenas, ensaios, voz e corpo, mas não. Aprendemos sobre convivência, respeito e a lidar uns com os outros. Como atriz, acho de extrema importância o incentivo ao teatro nas universidades. Ali, não tem raça, religião, opção sexual ou idade. Somos todos igualmente respeitados e aceitos”, declara Santos, a dramaturga interpreta a personagem Sherazade, uma das mães que perdeu seu filho na guerra.

Por: Pâmela Vespoli

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