Projeto Mães Produtivas ganha destaque no Leia Já

Com informações do Leia Já

Mães de crianças com doenças raras de 20 estados do Brasil podem ganhar bolsas de estudos para cursos de graduação e pós-graduação EAD. O projeto “Mães Produtivas” faz parte do Programa EAD Social, uma inciativa do grupo Ser Educacional, desenvolvido pelas Instituições UNINASSAU, UNAMA, UNIVERITAS e UNIVERITAS/MG.

O projeto foi criado em 2016 por um dos maiores grupos de educação superior privada do Brasil, o Ser Educacional, em parceria com a Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR), com o intuito de beneficiar mães que não podem comparecer às aulas presenciais, por precisarem fornecer cuidados especiais aos seus filhos. Ao todo, 250 bolsas de estudos foram ofertadas em 2019.

A estudante Michele Santos, de 36 anos, que está no sexto período do curso de pedagogia EAD, ministrado pela UNINASSAU, afirma que se inscreveu no projeto em 2016. Michele é mãe do adolescente Gabriel, de 17 anos, diagnosticado com microcefalia. “Eu sempre quis cursar uma faculdade, mas nunca tive oportunidade. Quando engravidei, estava acabando o ensino médio e devido ao fato do meu filho ter nascido com microcefalia, as demandas para mim aumentaram muito. Comecei a ir para o médico mais frequentemente, a fazer terapia com meu filho, além de todos os cuidados especiais que ele precisa. Então, esse meu sonho foi adiado, até que em 2016 eu conheci o projeto mães produtivas, através da AMAR. Hoje, estudo, cuido do meu filho e estou perto de realizar meu sonho de concluir uma graduação”, pontua.

Entre as 20 unidades de ensino que disponibilizam vagas para mães inscritas no projeto, estão: Universidade UNIVERITAS/UNG, em Guarulhos; Universidade da Amazônia – UNAMA, em Belém; os Centro Universitários Maurício de Nassau – UNINASSAU em RecifeSalvador e Maceió; o Centro Universitário Universus Veritas – UNIVERITAS, no Rio de Janeiro; as Faculdades UNAMA em Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco; as Faculdades UNINASSAU em FortalezaNatalJoão PessoaManausSão LuísTeresina e Aracaju e as Faculdades UNIVERITAS em Belo Horizonte, Anápolis, Cuiabá e Palmas.

De acordo com o diretor de Responsabilidade Social do grupo Ser Educacional, Sergio Murilo Jr., o projeto tem o intuito de oferecer cursos de nível superior as mães que não podem comparecer as aulas presenciais, devido os cuidados com os filhos. “Inicialmente a gente detectou que mães que possuem filhos com doenças raras, em especial, microcefalia, aqui em Pernambuco, estavam se sentindo improdutivas porque não tinham condições de trabalhar nem de estudar, devido a necessidade que seus filhos tinham de receber cuidados 24 horas por dia”, explica. Essa foi a força motriz para a idealização das bolsas EAD. “Visualizamos a possibilidade de oferecer bolsas de graduação e pós-graduação à distância para essas mães. Com isso, podemos transformar a vida dessas mães, a partir do momento que elas consigam concluir um curso superior ou fazer uma pós-graduação que presencialmente elas não teriam condições”, lembra.

Ainda segundo o diretor, “esse foi o grande objetivo do Ser Educacional, fazer com que essas mães possam ter uma graduação e com isso, mudar de vida, conseguir um emprego e dar uma qualidade de vida melhor para o seu filho”, conclui.

Segundo a presidente da AMAR, Pollyana Diaz, a parceria com o grupo Ser Educacional vem beneficiando milhares de famílias que possuem crianças com doenças raras. “A parceria com o grupo Ser Educacional surgiu pela necessidade que a gente sentia, nas reuniões que fazíamos com as famílias e com as mães, de possibilitar educação de nível superior a essas mães. Quando surgiu o surto do zika vírus, nós percebemos que as mães eram muito jovens e o principal desafio dessas mulheres era voltar a estudar e cuidar dos seus filhos. Então, nos começamos a pensar em propostas para mudar essa realidade das mães, apresentamos o projeto ao grupo Ser Educacional e dai surgiu o programa Mães Produtivas que vem beneficiando diversas mães em todo Brasil”, destaca.

Confira o relato, em vídeo, da estudante Valéria Santos, que está no sexto período do curso de pedagogia e é mãe de Larissa Santos, de 5 anos, diagnosticada com microcefalia e paralisia cerebral:

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